Bike Series 2022 – Eu fui e já estou voltando

Bike Series 2022 – Eu fui e já estou voltando

22 de junho de 2022 0 Por Flavio Menezes

Este relato tem como objetivo compartilhar minha experiência na prova 3 horas de Interlagos organizado pela galera do Bike Séries.

Em 2019 quando participei do Oakley Challenge no Autódromo de Interlagos, terminei a prova satisfeito por ter concluído, frustrado pelo desempenho e com inúmeras idéias que poderia colocar em prática em uma próxima oportunidade no circuito

Passaram-se 2 anos e meio e lá estávamos novamente no mesmo autódromo, desta vez para encarar as 3 horas de Interlagos organizado pela galera do @bike_series

Algumas ideias já tinha claro para o dia da prova

  • alimentar de forma correta
  • dormir bem
  • pedalar o máximo de tempo possível com algum pelotão
  • não vacilar com hidratação

Outras ideias eram complementares porém fundamentais:

  • bike revisada
  • fit ajustado
    -uma roupa de ciclismo própria para pedais de muitas horas
  • pomada antiatrito

Tinha como objetivo completar as 3 horas de prova percorrendo em torno de 75km o que daria em torno de 18 voltas. Sabia que para concluir o desafio tinha que manter a média de 9 minutos por volta

A temperatura da pista ao longo da prova estava próxima de 18° , o que ajudou a traçar uma estratégia em que podia puxar mais o ritmo no início sem a preocupação de um desgaste maior por conta do clima.

Em um esporte de alta intensidade como o ciclismo, você não pode baixar a guarda para hidratação. O famoso quebrar em uma prova, envolve muito mais a parte de hidratação do que a parte de condicionamento físico.

Se por um lado a temperatura baixa ajuda , em outro ela pode camuflar um problema ao longo da prova.

O frio faz com que a nossa percepção de sede seja reduzida. A ideia nesse caso foi se hidratar a cada volta mesmo sem sentir sede. A prova contou com apoio de hidratação em um ponto central do circuito . Saber disso foi importante porque não precisava me preocupar se em algum momento iria ficar sem água.

O desafio era individual, mas numa prova como esta, não se pedala sozinho.

A característica do autódromo faz com que você gire o pedivela a todo instante.

Um dos aprendizados que tive em 2019 é que colocar a cara no vento principalmente em retas é a pior estratégia de prova que se pode ter.

A dificuldade é encontrar algum pelotão no mesmo ritmo que vc está acostumado. Neste sentido as duas primeiras voltas são fundamentais nesta estratégia

Ao longo da prova consegui me encaixar em pequenos pelotões principalmente nas principais retas do circuito, quebrar o vento com a ajuda do pelotão fez com que conseguisse economizar energias para as subidas.

E assim, com preparação, hidratação e estratégia, consegui concluir a prova com 21 voltas (90km).Bem mais kms do que tinha planejado. Minha melhor volta foi 8:22 e a mais lenta 10:10

Se próximo ano da pra chegar em 100 kms???

Bora pra cima!!!