Competição e a ansiedade

Competição e a ansiedade

4 de maio de 2022 0 Por Flavio Menezes

QUEM NUNCA SENTIU UM FRIOZINHO NA BARRIGA ANTES DAS COMPETIÇÕES?

Quando o(a) atleta amador(a) ou profissional atinge bons rendimentos nos treinamentos buscam se desafiar em competições da sua modalidade.

E de repente às vésperas do grande dia surgem os desconfortos dos mais variados possíveis.

Desde as insônias, noites mal dormidas, dores de estômago, indisposição física, ansiedade e o medo invadem, sabotando meses e meses de treinamentos.

E o discurso é muito comum entre aqueles quem viveram essa experiência.

– “eu nunca me senti assim nos treinos”.

E o que a Psicanálise vem trazer para dar uma luz sobre esses sintomas?

Como a matriz criadora da Psicanálise foi a descoberta do inconsciente, fundamentada por Sigmund Freud, no início dos anos 1900, essa ciência pode contribuir para o nosso entendimento.

Os fatores não visíveis, cravados no inconsciente são trazidos para a realidade dos atletas através de transferências, associações e representações psíquicas.

Sendo assim a busca pela vitória ou por um ótimo resultado nas competições podem estar atrelados inconscientemente ao desejo de afeto, aprovação e reconhecimento, seja por seu técnico/treinador ou mesmo por seus amigos de equipe e torcedores.

Esses são os ganhos secundários da vitória e nos aproximam ao prazer, a satisfação e a felicidade que preenchem um vazio psíquico que não percebemos conscientemente.

Por isso treinamos bem, mas quando nos deparamos com os ambientes de competição tudo muda e os resultados são afetados.

É como se virássemos uma chave psíquica criando uma necessidade imaginaria de obrigação à vitória para nos manter “vivos”, queridos, aceitos e amados.

Assim podemos confirmar que todo(a) atleta, seja amador(a) ou profissional, deve cuidar da saúde mental e descobrir os fatores que levam aos sintomas psicossomáticos indesejáveis.

Via: Anderson do Prado-Pinduca
Personal Trainer Psicanalista
@pinducaprado