Giro Vecchio!

Giro Vecchio!

3 de setembro de 2019 0 Por Flavio Menezes

VOCÊ TEM QUE CONHECER!

 

Por Grei de Brito

Eu participei do Giro Vecchio!

Assim começo a narrativa de um passeio ciclístico, que vai muito além de um encontro de bikes.

Foi através de Nê Furriel e Carlos Defendi que chegou ao meu conhecimento a existência do Giro Vecchio. Eles haviam participado de uma edição anterior, e pelos relatos que fizeram, se tornou urgente a mim estar presente na edição seguinte.
O Giro Vecchio é organizado por Paulinho de Tarso, da Sampabikers, que igualmente a mim, é um apaixonado por bicicletas.

É um evento focado em sua essência nos modelos speed, já que os circuitos escolhidos para o pedal relembram as pistas da época, e por regra, para participar, as bikes mais jovens precisam ter pelo menos 30 anos de estrada, pois o perfil do evento é voltado exclusivamente às bikes antigas, fazendo jus ao nome Giro Vecchio, que significa Giro Antigo.

Em torno de 90 por cento das bikes do encontro são speed, e embora tendo os holofotes voltados para elas, todos os modelos acima dos 30 anos, clássicas e vintage, brilham forte neste encontro. O ciclista também deve estar a caráter, vestido com roupas e acessórios segundo o ano da fabricação de sua bike, o que acrescenta um encanto a mais na festa.

A primeira edição deste evento aconteceu em dezembro de 2016, e agregou aproximadamente 50 ciclistas, foi realizado na oportunidade no parque Villas Lobos, na cidade de São Paulo.

Após esta data, aconteceu mais outro encontro na cidade de São Paulo, três na cidade de Guararema, um em Santo Antônio Do Pinhal, também dentro do estado de São Paulo, e somado agora, esta edição que participei, e que agregou muito no meu currículo ciclístico.

Ainda não houve edições do Giro Vecchio fora do estado de São Paulo, mas, seria ótimo poder promover o encontro em outros estados, arregimentando o pelotão das “antiguinhas” para um desfile notável em um dia apenas delas.

A história do Giro Vecchio na verdade começa a ser montada em 2006, durante uma cicloviagem pela Toscana, onde Paulinho de Tarso teve a oportunidade de conhecer a L’Eroica, uma corrida voltada para bikes antigas, e foi ali onde passou a se formar o embrião do Giro Vecchio.

Um número considerável de apaixonados pelo pedal já foram contabilizados nestes encontros desde sua primeira edição, e ajudaram a transformar as ruas de onde ele acontece durante sua passagem, com suas bikes e trajes de época, proporcionando aos participantes e espectadores uma verdadeira viagem no tempo.

A edição Inverno 2018 do Giro Vecchio foi a que eu participei, tendo por alegria maior ainda em estar na companhia de minha família e poder desfrutar junto com eles de um momento tão harmonioso quanto este.

A data escolhida para o evento também não poderia ser melhor, foi realizado em 26 de agosto, um dia especial para mim, pois comemoro o aniversário de alguém que veio para completar a alegria minha e de minha esposa, nossa filha Ana Gabriela, que nesta oportunidade teve seu aniversário celebrado em grande estilo.

O Giro Vecchio, é um evento ímpar no mundo das bikes, todo ambiente que se faz, nos envolve em um clima simplesmente inexplicável, pois remonta toda uma época.

As paradas para os pique niques, as conversas que se fazem em torno de modelos antigos, sobre os materiais e processos que eram utilizados para construção de uma bike, os fabricantes, os acessórios e peças da época, a raça dos ciclistas, já que hoje a tecnologia resume em muito nossos esforços, e por aí segue a nostalgia.

A bike que fui nem é tão antiga assim, se enquadra no “pelo menos com trinta anos de estrada”. É uma Caloi 10, fazendo parte da estatística dos 90 por cento das velocistas, fabricada em 1984, e tratada com todo zelo. Tenho gosto em vê-la em perfeito estado, e me deu uma enorme satisfação pedalar com ela no Giro Vecchio.

A cidade presenteada para receber este encontro de bikes em estilo de época nesta edição de inverno foi a de São Luiz do Paraitinga. Uma cidade não tão conhecida, mas que foi um dos ingredientes chave que ajudou a montar o clima deste passeio.

São Luiz do Paraitinga é uma cidade situada no estado de São Paulo e é um importante polo turístico dentro da região do Vale do Paraíba. Está a 170 km da capital do estado de São Paulo, a uma altitude média de 742 metros, fazendo divisa com os municípios de Taubaté ao Norte, Ubatuba ao Sul, no

Leste Lagoinha e ao Oeste, faz divisa com duas cidades, Redenção da Serra e Natividade da Serra. É cortada pelos rios Paraitinga, Paraibuna, Paraíba,

Rio Claro, Ribeirão Prata, Ribeirão Turvo e Ribeirão Chapéu.

A cidade também abriga o Parque estadual da Serra do Mar Núcleo Santa Virgínia.

Parahytinga é uma palavra de origem indígena, do Tupi-Guarani, significando “Águas Claras”.

A cidade mantém suas tradições caipiras, incluindo a Folia do Divino e o Carnaval de Marchinhas. Seu Centro Histórico é tombado como Patrimônio Cultural Nacional.

Este foi o maravilhoso cenário que abrigou a edição de Inverno 2018 do Giro Vecchio.

O percurso abrangido neste encontro teve certa de 25 km, sem fugir da proposta do passeio, aconteceu em um cenário de pura cumplicidade com a nostalgia proposta pelo evento. Trechos mistos de asfalto e cascalho somando mais um longo caminho de terra batida. O contato com a natureza é constante, contrastando com a rotina do cinza das cidades grandes e nos fazendo pensar a cada momento que temos compromisso com a preservação e que precisamos nos empenhar sempre para que o progresso prossiga seu caminho respeitando os caminhos da natureza.

Devido a cidade de são Luiz do Paraitinga estar situada em região montanhosa, existem algumas subidas um pouco acentuadas no trajeto, mas, nada que as paisagens que nos presenteiam com vistas fantásticas não façam valer todo o esforço, nos permitindo saborear o passeio em cada trecho do percurso.

O Giro Vecchio é sem sombras de duvidas um evento singular, em cada detalhe, e que certamente planta na mente boas memórias e no coração o desejo de que venham as próximas edições…. Sem demora!
Para finalizar, friso que este é mais um momento mágico, que apenas uma bike pode nos proporcionar, e digo mais, ter uma bike é como possuir asas e voar livremente, tendo por limite apenas o horizonte, e certamente sempre adentrarei novos horizontes e na próxima edição do Giro Vecchio certamente estarei por lá.

 

 

Para informações sobre os próximos eventos, visite os sites:

http://www.sampabikers.com.br
E a quem desejar conhecer a cidade que acolheu a edição de inverno 2018 do Giro Vecchio, São Luiz do Paraitinga está localizada na Rodovia Oswaldo Cruz (SP 125), no km 42 entre Taubaté (saída 111 da Rodovia Presidente Dutra) e Ubatuba (BR 101).
Para maiores informações, visite o site:
http://www.saoluizdoparaitinga.sp.gov.br/