118ª Paris-Roubaix: O inferno do Norte. Prova Clássica de Estrada volta neste Domingo

118ª Paris-Roubaix: O inferno do Norte. Prova Clássica de Estrada volta neste Domingo

2 de outubro de 2021 0 Por Flavio Menezes

Sábado (02/10) ocorre pela primeira vez a Paris-Roubaix Feminina.

 

O Inferno do Norte ou, a Clássica das Clássicas – Primeiramente, como é bom poder anunciar a volta da mais tradicional prova de um dia do ciclismo internacional de Estrada, também conhecida como Prova Monumento. No caso: Paris – Roubaix. Certamente, uma das mais difíceis provas de Estrada do mundo! A Paris-Roubaix 2021 ocorrerá neste domingo, 3 de outubro. A edição de 2020 foi adiada  devido à pandemia de Covid-19.

 

 

O que é a Paris-Roubaix?

Bicicleta de estrada rodando em paralelepípedos? Sim. Exatamente isso que a torna complexa e difícil. Não é apenas o fato de rodar em um “plano ruim”. Na Rainha das Clássicas, teremos variados tipos de terreno: asfalto, terra com lama, grama e obviamente os famosos paralelepípedos acidentáveis. A última edição, em 2019, contou com mais 54,5km de paralelepípedos, ou impressionantes 6.076,000 paralelepípedos, o que daria 28 vezes o trajeto da famosa Avenida Parisiense Champs-Élysées, onde termina o Tour de France.

 

Trecho da Paris – Roubaix com os famosos paralelepípedos

A tradicional prova de um dia teve início em 1896, e teve o ciclista alemão Josef Fischer, como campeão após percorrer o desgastante e doloroso trajeto de 280km. A edição da prova de domingo terá 258 km, com largada na cidade de Compiègne (cerca de 80km de distância da capital Paris), e término na também famosa cidade de Roubaix.

 

 Percurso de 2021 terá 257,7km. destaque para 30 trechos com paralelepípedos.

No sábado (02/10) teremos pela primeira vez, a Paris Roubaix feminina, largando na cidade de Denain com um percurso total de 116,4 km. Os últimos 85 km são iguais para as provas Feminina & Masculina.

Público vai ai delírio na passagem do pelotão durante a prova de 2019.

 

Poeira, chuva, lama e paralelepípedos irão maltratar os ciclistas além de diversos problemas mecânicos que os atletas terão de lidar durante os 258km.

Emoção não vai faltar na prova de 2021! Anote em sua agenda o horário da transmissão e separe um quentinho croissant com queijo Brie e claro, um belo vinho francês, para brindar os antigos ciclistas que fizeram histórias nos paralelepípedos, como o Belga Eddy Merckx, ou os novos pupilos do pelotão, como Wout van Aert, Mathieu van der Poel, Peter Sagan ou o campeão da última edição (2019), Philippe Gilbert.

Vive la France ! ou ainda, allez le bleus!